Essa dúvida é super comum entre quem já teve cálculo renal ou está tentando prevenir novas crises. A boa notícia? Nem o café, nem o chá precisam ser cortados da sua rotina. Mas vale entender os detalhes antes de encher a xícara.
Chá: é verdade que tem muito oxalato?
Sim, alguns tipos de chá especialmente o chá preto podem ter quantidades consideráveis de oxalato, um dos compostos relacionados à formação de pedras nos rins. Mas isso só é relevante se você tem níveis elevados de oxalato na urina, o que só pode ser identificado em um exame específico: a urina de 24 horas.
Ou seja: não é todo mundo com cálculo renal que precisa evitar chá. Se os seus exames estiverem dentro do ideal, não há motivo para restrições severas.
💡 Dica útil: Se quiser reduzir ainda mais o consumo de oxalato, experimente os chás de ervas, como camomila, erva-doce ou hortelã. Eles costumam ter teor muito mais baixo de oxalato que o chá preto.
E o café? Precisa parar?
Não! O café está liberado com moderação. Na verdade, estudos mostram que quem consome café com regularidade pode ter menor risco de formação de pedras nos rins.
O único cuidado importante é com os excessos: bebidas muito açucaradas, com cremes, xaropes ou sabores artificiais podem carregar sódio, açúcar e aditivos que não fazem bem à saúde nem aos rins.
Outro ponto de atenção é a cafeína em excesso. Altas doses podem afetar a pressão arterial, causar insônia, irritabilidade e até impactar a função renal em pessoas sensíveis.
Recomenda-se no máximo 1 a 2 xícaras de café por dia.
Em resumo:
- Café e chá podem fazer parte da rotina mesmo para quem já teve cálculo renal.
- O oxalato do chá só é um problema se estiver alto na urina de 24h.
- Prefira chás de ervas se quiser uma opção com menos oxalato.
- Evite bebidas com muito açúcar, cremes ou xaropes artificiais.
- Moderação é a chave: até 2 xícaras por dia é uma boa média.
Quer saber mais sobre o que pode ou não na sua alimentação? O ideal é fazer uma avaliação completa, com base nos seus exames.
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Aline Goto
Nutricionista CRN10 2478