As castanhas sempre aparecem nas listas de alimentos saudáveis. Mas quem tem cálculo renal deve consumir com moderação ou evitar de vez?
A resposta depende de um fator que muita gente esquece: o tipo de cálculo que você forma e os resultados da sua avaliação metabólica.
Por que as castanhas causam dúvidas?
Castanhas como caju, pará, amêndoas e nozes são ricas em gorduras boas, fibras, magnésio e antioxidantes. No entanto, algumas também contêm quantidades significativas de oxalato, uma substância que pode contribuir para a formação de pedras de oxalato de cálcio o tipo mais comum.
Além disso, algumas versões industrializadas contêm muito sal e aditivos, o que também deve ser considerado.
Castanhas e oxalato: qual o problema?
O oxalato está presente naturalmente em diversos alimentos, inclusive em algumas castanhas. Mas o problema não é o alimento em si e sim a combinação com outros fatores, como:
- Baixa ingestão de cálcio na dieta
- Ingestão elevada de sal
- Baixa ingestão de líquidos
Se a pessoa apresenta oxalato urinário elevado na avaliação de urina 24h, pode ser necessário restringir os alimentos ricos em oxalato, como castanha de caju e amêndoas, por exemplo.
Já outras castanhas, como macadâmia, avelã e castanha-do-pará, apresentam teores mais baixos ou moderados e podem ser consumidas com orientação nutricional adequada.
Não é preciso cortar tudo
O maior erro é evitar todos os alimentos saudáveis com medo de ter novas pedras. O segredo está no equilíbrio e em ajustes personalizados.
Inclusive, o cálcio da alimentação é um protetor natural contra o oxalato, ajudando a formar compostos insolúveis no intestino que são eliminados pelas fezes, impedindo a absorção excessiva.
Ou seja: não é sobre cortar o oxalato, mas garantir cálcio e hidratação suficientes.
Como incluir castanhas com segurança?
Se você tem tendência à formação de cálculos, essas dicas ajudam:
✅ Faça uma avaliação metabólica completa (urina de 24h) antes de cortar ou incluir castanhas na dieta
✅ Dê preferência às castanhas in natura ou sem sal
✅ Evite as versões com adição de glucose, aromatizantes ou muito sódio
✅ Consuma em pequenas quantidades, dentro do plano alimentar individual
✅ Mantenha boa hidratação e ingestão adequada de cálcio
Foco na prevenção com liberdade
A boa notícia é que não é preciso viver com medo da alimentação. Ao entender os alimentos e fazer ajustes personalizados, é possível ter mais liberdade e autonomia nas escolhas do dia a dia, inclusive comendo um punhado de castanhas.
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Aline Goto
Nutricionista CRN10 2478