Quando se fala em cálculos renais, muitas dúvidas surgem sobre o que pode ou não ser consumido e a cerveja é uma das perguntas mais comuns. Afinal, será que ela realmente ajuda a “limpar os rins”, como dizem por aí? Ou será que pode piorar a situação?
Neste post, você vai entender o que a ciência diz sobre o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente a cerveja, e como isso se relaciona com a formação de pedras nos rins.
Cerveja ajuda ou atrapalha os rins?
É verdade que a cerveja tem efeito diurético ou seja, faz urinar mais. E como uma das principais estratégias para prevenir os cálculos é manter uma boa hidratação, muita gente acredita que ela possa ser benéfica. Mas a realidade é um pouco mais complexa.
O problema é que o álcool, especialmente em excesso, pode provocar desidratação. Isso acontece porque ele estimula a eliminação de água pelo corpo, mas não contribui com os minerais essenciais para manter o equilíbrio urinário. Resultado: o volume de urina até aumenta, mas a concentração de substâncias que favorecem a formação dos cálculos pode aumentar também.
E o que a ciência diz?
Estudos sugerem que o consumo moderado de cerveja pode estar associado a um risco menor de formação de alguns tipos de cálculo. Mas calma: isso não quer dizer que tomar cerveja seja uma estratégia preventiva recomendada.
A explicação pode estar mais no hábito social da hidratação (quem bebe cerveja costuma ingerir grandes volumes de líquido) do que em algum benefício da bebida em si. Além disso, a maioria das pesquisas aponta que os riscos do álcool para a saúde renal, especialmente com o uso frequente, são maiores do que qualquer possível benefício.
Pode ou não pode, então?
Se você tem histórico de cálculos renais, o mais importante é manter uma hidratação adequada com água, chás leves e sucos naturais com orientação. A cerveja não precisa ser proibida, mas deve ser consumida com moderação e consciência.
É importante lembrar que a cerveja nunca irá substituir o consumo de líquidos (preferencialmente água) ao longo do dia.
Dica extra: atenção ao que acompanha a cerveja
Outro ponto importante é observar o que costuma acompanhar a cerveja: queijos, embutidos, salgadinhos… Muitos desses alimentos são ricos em sódio, fosfatos e outros aditivos que contribuem para o risco de formação de cálculos.
Ou seja, não é só a bebida que importa o contexto da alimentação como um todo faz diferença.
O que você precisa lembrar
Cerveja não é remédio para os rins, mas também não precisa ser um vilão absoluto. O segredo está na moderação, no acompanhamento nutricional adequado e na hidratação equilibrada ao longo do dia.
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Aline Goto
Nutricionista CRN10 2478